Como serão os próximos 5 anos – visão da IBM

A IBM divulgou  a sexta edição da lista anual “IBM Next 5 in 5”, que revela cinco inovações que podem mudar o modo das pessoas trabalharem, viverem e se divertirem nos próximos cinco anos. O estudo foi baseado nas tendências de mercado e da sociedade mundial, e ainda nas tecnologias emergentes desenvolvidas nos Laboratórios IBM do mundo inteiro.

De acordo com a pesquisa, nos próximos cinco anos os seguintes cenários poderão ser realidade:

1) Você poderá abastecer sua casa com a energia que você mesmo gerou
2) Você nunca mais precisará de uma senha
3) Ler pensamentos não será mais ficção científica
4) A exclusão digital deixará de existir
5) Junk mail vai virar e-mail prioritário

“Na IBM, cruzamos, diariamente, a fronteira entre ficção científica e fatos científicos. Acreditamos que estas tendências, se concretizadas, promoverão mudanças profundas na forma como nos relacionamos com o mundo, impactando os negócios e a vida em sociedade”, destaca o gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM Brasil, Cezar Taurion.

1) Você poderá abastecer sua casa com a energia que você mesmo gerou
Qualquer coisa que se move ou produz calor tem o potencial de gerar energia apta a ser capturada – caminhar, correr, andar de bicicleta, o calor do seu computador ou mesmo a água que corre nos canos. Avanços na tecnologia para geração de energia renovável permitirão que os indivíduos coletem esta energia cinética, que no momento é perdida, e a utilizem para ajudar a abastecer casas, locais de trabalho e cidades.

Imagine conectar pequenos dispositivos aos aros das rodas da bicicleta, recarregando baterias à medida que você pedala. A geração de energia pode vir de tudo ao nosso redor. Cientistas da IBM na Irlanda, por exemplo, estão procurando formas de entender e minimizar o impacto ambiental de converter a energia das ondas do oceano em eletricidade.

2) Você nunca mais precisará de uma senha
Não será mais necessário criar, manter ou lembrar de várias senhas para os diversos logins. Imagine ser capaz de retirar dinheiro com segurança de um caixa automático simplesmente dizendo seu nome ou olhando um pequeno sensor que reconhece os padrões singulares da retina do seu olho. Ou, pelo mesmo processo, verificar seu saldo em conta no seu telefone celular ou tablet.

Cada pessoa tem uma identidade biológica singular e por trás disso o que existe são dados. Dados biométricos – definições faciais, varreduras de retina e arquivos de voz – serão combinados por software para criar senhas online de DNA exclusivo. Conhecidos como sistemas de múltiplos fatores biométricos, esses sistemas mais inteligentes serão capazes de agregar as informações em tempo real para garantir que sempre que alguém esteja tentando acessar esses dados, essa pessoa tenha o perfil biométrico específico e autêntico. As pessoas também poderão optar por manter ou cancelar qualquer informação fornecida.

3) Ler pensamentos não será mais ficção científica
De Skywalker a X-Men, a leitura de pensamentos tem sido apenas um sonho para os fãs de ficção científica, no entanto, este desejo pode em breve se tornar realidade. Cientistas da IBM estão pesquisando formas de interligar o cérebro de uma pessoa a dispositivos, como um computador ou um smartphone. Bastará que a pessoa pense em fazer uma chamada telefônica para que ela ocorra. Também será possível controlar o cursor em uma tela de computador simplesmente pensando para onde se quer movê-lo.

Cientistas da área de bioinformática desenharam headsets com sensores avançados para ler a atividade elétrica do cérebro capazes de reconhecer expressões faciais, entusiasmo e níveis de concentração, além de pensamentos, sem que haja necessidade de qualquer ação por parte desta pessoa.

No prazo de cinco anos, será possível ver as primeiras aplicações desta tecnologia no setor de jogos e entretenimento. Além disso, médicos poderão usá-la para testar padrões cerebrais ou mesmo para auxiliar na reabilitação de AVCs e ajudar a entender problemas no cérebro, como o que gera o autismo, por exemplo.

4) A exclusão digital deixará de existir
Hoje, o crescimento e a riqueza das economias são cada vez mais decididos em função do nível de acesso a informações. No prazo de cinco anos, a diferença entre os que têm ou não acesso à informação diminuirá consideravelmente, devido aos avanços na tecnologia móvel.

Existem 7 bilhões de pessoas vivendo no mundo hoje. Em cinco anos, 5,6 bilhões de telefones móveis terão sido vendidos, o que significa que 80% da atual população global terá um dispositivo móvel individual. À medida que fica mais barato possuir um telefone móvel, pessoas com menor poder de compra serão capazes de fazer muito mais do que podem hoje.

Na Índia, usando tecnologia de voz e dispositivos móveis, a IBM possibilitou que aldeões analfabetos de vilas rurais enviassem informações por meio de mensagens gravadas em seus telefones. Com acesso a informações, os aldeões podem conferir previsões de tempo que os ajudam a decidir quando fertilizar as plantações, saber quando os médicos estarão na cidade e definir os melhores preços para suas colheitas ou mercadorias.

Uma quantidade crescente de comunidades será capaz de usar tecnologia móvel para oferecer acesso a informações essenciais e atender melhor às pessoas, com novas soluções e modelos de negócio, como comércio móvel e atendimento remoto à saúde.

5) Junk mail vai virar e-mail prioritário
Em cinco anos, a propaganda não solicitada poderá parecer tão personalizada e relevante que será possível pensar que o spam morreu. Ao mesmo tempo, os filtros de spam serão tão precisos que as pessoas não serão mais incomodadas por mensagens de venda indesejadas.

Imagine se entradas para um show de sua banda favorita fossem reservadas para você no momento em que elas ficassem disponíveis e para aquele dia na semana que está livre na sua agenda. Por meio de alertas diretos, será possível comprar entradas instantaneamente a partir de dispositivos móveis. Ou imagine ser notificado de que uma tempestade está prestes a afetar seus planos de viagem e oferecer para reprogramar seu voo.

A IBM está desenvolvendo uma tecnologia que usa processos analíticos em tempo real para interpretar e integrar dados de diversas fontes, como redes sociais e preferências online, de modo a apresentar e recomendar informações que sejam úteis apenas para aquele indivíduo.

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