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10 cuidados para construir sólidas alianças estratégicas

Constituir parcerias proveitosas e bem estruturadas não é um ato exclusivo de grandes organizações e grupos empresariais. A aplicação do conceito traz benefícios para todo tipo de negócio, independentemente do porte.

Quando bem estruturadas, garantem inúmeras vantagens competitivas, dentre elas: potencialização da marca, abrangência e penetração de mercado, capacidade técnica, otimização de despesas e expansão no ganho de escala. Porém, quando estruturadas equivocadamente, trazem dor de cabeça, chateações e um mar de conflitos.

Neste cenário, um conjunto de cuidados podem representar a diferença entre o céu e o inferno na hora de montar uma aliança estratégica verdadeiramente lucrativa.

Vamos lá:

1. Antes de iniciar o processo, saiba com clareza o que deseja complementar e quais são os pontos frágeis do seu negócio que seriam fortalecidos com uma união estratégico-operacional;

2. Em seguida, saiba qual é o nível de profundidade que essa união pode atingir. Isso significa trabalhar por uma parceria operacional simples, mais complexa, avançando se for o caso, até a constituição de uma nova empresa que representará o conjunto de diferenciais e sinergias que os dois negócios analisados separadamente já possuem. As combinações não se encerram aqui e é necessário ter consciência suficiente para calibrar e ajustar a “arquitetura” da aliança;

3. Antes de iniciar abordagens a potenciais aliados, tenha a clareza das condições negociais que deseja implementar. Nesse contexto separa o inegociável daquilo que pode ser objeto de flexibilizações. Isso permitirá uma postura negocial firme, transparente e segura;

4. Selecione cuidadosamente com dados de mercado e o máximo de sondagens e conhecimento, os potenciais aliados que desejaria atrair para esta união;

5. Estruture um projeto que contemple não apenas o modelo que deseja propor, mas também o espaço necessário para que as demandas e necessidades do futuro aliado possam se fazer presentes;

6. Esteja preparado para um processo exaustivo de negociação, com idas e vindas;

7. Ao longo do processo de negociação, por mais simples que seja o conjunto de processos das duas empresas, concebam juntos um mapeamento das rotinas e procedimentos em vigor nas áreas chaves da aliança operacional – em acordo com a arquitetura do modelo negocial objeto da transação;

8. Durante a negociação tentem trabalhar com uma agenda, que contemplem todos os tópicos e itens a serem aprofundados;

9. Identifiquem juntos os riscos inerentes de cada negócio, assim como seus passivos mais relevantes, e utilizem estas informações para moldar o instrumento jurídico que a potencial aliança terá, de forma a evitar contágios de uma parte para a outra;

10. O contrato que pavimentará a união deve conter os itens que abordam as ações operacionais da construção da aliança, bem como a delimitação de responsabilidades e direitos das duas partes.

Por último, a dica de cuidado mais valiosa: escolha fazer negócios com parceiros éticos, confiáveis e sólidos. Esta será sempre, sem dúvida alguma, a melhor e mais efetiva proteção.

Por Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial.

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Crescimento brasileiro em mídia e entretenimento

Em 2016 o Brasil já deverá ser a sétima nação no ranking de investimentos em mídia e em entretenimento, com um montante investido nesses itens no País girando em torno de US$ 64,8 bilhões. E até 2016, para atingir esse patamar, o setor de mídia e entretenimento no Brasil deverá crescer a uma taxa de 10,6% ao ano. Ritmo de crescimento mais rápido do que esse: só o da China, a terceira maior economia desse setor e que consegue, com suas dimensões e saltos exponenciais, sustentar uma elevação nos investimentos de mais de 12% ao ano.

Os resultados fazem parte da edição deste ano do extenso relatório Global Entertainment & Media Outlook, feito pela PwC. Fruto de uma profunda pesquisa e estudos realizados em 48 países, o relatório faz um balanço do setor no ano anterior (nesse caso, 2011), tendo como referência as receitas acumuladas por 13 diferentes segmentos de mídia e de entretenimento.

Segundo a PwC, em 2011 os investimentos nesse setor, no Brasil, alcançaram o montante de US$ 39,168 bilhões. Esse desempenho conferiu ao País a nona posição no ranking geral das nações analisadas pela PwC (veja abaixo). Em um futuro próximo, porém, essa posiçao deve mudar. Em 2016, com os frutos oriundos da Copa do Mundo, de 2014, das Olimpíadas do Rio de Janeiro e com a própria melhoria da economia e do consumo interno, o País deverá ultrapassar Canadá e Itália, assumindo a sétima posição no ranking global de mídia e entretenimento.

Em termos globais, o investimento nesse setor deverá passar do US$ 1,6 trilhão (movimentado em 2011) para a quantia de US$ 2,1 trilhões, em 2016. Confira a lista das dez maiores nações (em termos de investimentos em comunicação, mídia e entretenimento) e os valores movimentados em 2011 (em bilhões):

1- Estados Unidos – US$ 463,9
2- Japão – US$ 192,8
3- China – US$ 109,0
4- Alemanha – US$ 99,3
5- Reino Unido – US$ 83,4
6- França – US$ 77,1
7- Itália – US$ 46,1
8- Canadá – US$ 44,2
9- Brasil – US$ 39,2
10- Coreia do Sul – US$ 38,6

Fonte: Meio e Mensagem

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